quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Registência do corpo à infecção.

O corpo humano tem a capacidade de resistir contra quase todos os tipos de microrganismos ou toxinas que tendem a lesar os tecidos e órgãos. Essa capacidade é chamada de imunidade.
Grande parte da imunidade é imunidade adquirida que não se desenvolve até que o organismo seja antes atacado por bactérias, vírus ou toxinas, necessitando com frequência de semanas a meses para que se desenvolva a imunidade contra o agente invasor.

Sendo assim, vamos falar um pouco da IMUNIDADE ADQUIRIDA:

Ela é causada por sistema imune  especial formado por anticorpos e/ou linfócitos ativados que atacam e destroem organismos invasores específicos ou toxinas.
A imunidade adquirida dá, em geral,  proteção extrema.

Tipos básicos de Imunidade Adquirida - Humoral e Mediada por Células:

Imunidade humoral é uma subdivisão da imunidade adquirida onde a resposta imunológica é realizada por moléculas existentes no sangue, denominadas de anticorpos, produzidos pelos linfócitos B, diferente da imunidade mediada por células, que são realizadas pelos linfócitos T.


A imunidade mediada por célula é uma forma de resposta imunológica que não envolve anticorpos que consiste na ativação de macrófagos por meio de linfócitos T auxiliares para eliminar microrganismos fagocitados. Pode também se referir à ativação de linfócitos T citotóxicos para eliminar as células infectadas, em conjunto com os reservatórios da infecção. É um mecanismo eficiente para eliminar-se organismos intracelulares, os antígenos.
A ligação dos linfócitos nas células doentes ou macrófagos é chamada de sinapse imunológica enquanto as células mediadoras dessa resposta imune são genericamente chamadas de células imunocompetentes (linfócitos T).


A imunidade adquirida é produto dos linfócitos do corpo. Em pessoas com ausência genética de linfócitos ou cujos linfócitos tenham sido destruídos pela radiação ou por produtos químicos, nenhuma imunidade adquirida pode se desenvolver. E aos poucos dias após nascer tal pessoa morre por infecção bacteriana fulminante, a menos que seja tratada com medidas heroicas. Assim fica claro que os linfócitos são essenciais para a sobrevida do ser humano.


Referência

GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 12. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2011

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