terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Vacina contra Aids de grupo da USP é a primeira a mirar ‘trechos fixos’ do HIV

HIVBr18 passou por checagens de laboratório com resultados inéditos.
Pesquisa iniciada em 2002 espera verba para teste com macacos.
Ricardo Muniz Do G1, em São Paulo
        
 
Foto: Daigo Oliva/G1

Daniela S. Rosa, Edecio Cunha-Neto, Susan Ribeiro e Eliane Mairena no Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP, semana passada. Em Paris nesta semana, para apresentar os resultados da vacina HIVBr18 (Foto: Daigo Oliva/G1)

    Aspas                  
            Nenhum conceito de vacina contra a Aids usa as premissas que estamos usando. Ela merece chegar a ensaio clínico"
                 
Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo uma vacina contra o HIV, o vírus da Aids, baseados em um plano só testado no Brasil. De aproximadamente 200 conceitos de imunizantes anti-HIV imaginados ao longo de 25 anos de luta contra a doença, o desenho da HIVBr18 é o único que mira “regiões conservadas” do vírus – trechos que não passam por mutações. Com a identificação desses alvos fixos, o imunizante brasileiro pode chegar a ser mais eficaz do que os quase 30 que passam atualmente pelo crivo dos ensaios clínicos.

O problema, como sempre, é dinheiro para seguir o ritual obrigatório de checagens. Iniciado em 2002, o projeto consumiu R$ 1,2 milhão e agora precisa de US$ 600 mil só para fazer um tira-teima com macacos-resos na Universidade de Wisconsin – não há centros de primatologia no Brasil capacitados para assumir essa etapa. O degrau é pré-requisito para a necessária – e custosa – sequência de ensaios clínicos, os testes humanos propriamente ditos. São três fases, divididas basicamente pelo número de voluntários participantes. Para que se tenha uma ideia, são necessários US$ 50 milhões a US$ 150 milhões para tocar uma fase 3.

“Nenhum conceito de vacina contra a Aids usa as premissas que estamos usando. Ela merece chegar a ensaio clínico”, disse ao G1 o especialista Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP e da equipe que desenvolve a nova vacina. “Além disso, nós temos a propriedade intelectual da vacina, pois, até o momento, o desenvolvimento foi totalmente realizado em nosso País.” A patente da HIVBr18 foi depositada no Brasil em setembro de 2005, e nos Estados Unidos e na União Europeia em 2007. Etapas do estudo estão sendo apresentadas pelos brasileiros nesta terça-feira (20) e amanhã em Paris, no Congresso Aids Vaccines 2009.

Vírus transformista
O trunfo do HIV é que o vírus é um fujão profissional, um vilão transformista. E ninguém até agora havia conseguido identificar e alvejar seu calcanhar de Aquiles. “As enzimas que replicam o vírus são falhas, então há muitas mutações”, explica Cunha-Neto. “Algumas são prejudiciais para o vírus, mas outras conferem vantagens. Pelos mecanismos de seleção natural, essas últimas vão prevalecendo.”

Foto: Daigo Oliva/G1 

'A vacina brasileira merece chegar a ensaio clínico', defende o imunologista da USP Edecio Cunha-Neto. (Foto: Daigo Oliva/G1)

Com isso, os cientistas acabavam se deparando com a situação inglória de gastar anos de estudo e muito dinheiro para criar um arsenal que só funciona em um alvo e, na hora H, perceber que o alvo já virou outra coisa, na qual o míssil não faz nem cócegas. Assim, as vacinas já testadas fracassaram porque foram tapeadas pelo agente causador da Aids. Funcionaram em alguns casos, mas simplesmente não foram reconhecidas em outros tantos.

As “velhas estratégias” para lidar com esse pesadelo obedecem a duas premissas clássicas: elas usam proteínas inteiras do HIV e se concentram em gerar linfócitos T do tipo CD8 citotóxico, o pelotão de fuzilamento de células infectadas. Os pesquisadores da USP, sob coordenação de Cunha-Neto, resolveram identificar os trechos permanentes ou "fixos" do HIV por meio de um software – acharam e testaram 18 fragmentos – e embuti-las artificialmente em uma “vacina de DNA”.



“Partimos da consideração de que talvez não fosse o ideal simplesmente usar algo pronto da natureza (as proteínas inteiras), porque elas estão sempre prontas para escape - como ocorre na própria infecção pelo HIV”, explica o imunologista. “Um algoritmo identificou, a partir de uma base de dados, regiões conservadas que se ligam à maioria dos tipos de HLA de classe 2 (os antígenos leucocitários humanos, moléculas capazes de estimular uma resposta imune que variam muito de pessoa para pessoa). Fabricamos esses segmentos protéicos e confirmamos com testes bioquímicos. Foram fabricados 18 peptídeos que, no conjunto, pegavam todos os HLA mais comuns na população.”

Testada com 30 pacientes soropositivos, 91% reconheceram as iscas. O objetivo buscado aqui foi, teoricamente, melhorar a cobertura vacinal em populações geneticamente heterogêneas, ou seja, fazer com que mais pessoas desenvolvessem respostas imunes contra o HIV após receber a vacina.

Linfócito T CD4
Além disso, a equipe decidiu investir em outro linfócito T, o do tipo CD4. “Não adianta muito ativar o CD8 e só, porque ele é inapelavelmente dependente do CD4 para ser gerado e subsistir com capacidade destruidora. Sem o CD4, o CD8 tem curta duração. O CD4 não era alvo nos conceitos tradicionais de vacina”, diz Cunha-Neto.
Com a incorporção da pesquisadora Daniela Rosa, a pesquisa ganhou novo impulso. Foi então que as 18 sequências foram colocadas em um plasmídeo, um anel de DNA, criando uma “proteína estranha”, quimérica. Na verificação de magnitude após a injeção, os testes indicaram uma alta proliferação e produção de citocinas, as proteínas que funcionam como mensageiros para ajudar na regulação de uma resposta imune. Já na checagem de amplitude em camundongos transgênicos para HLA humanos e portanto parcialmente "humanizados", 16 das 18 sequências foram reconhecidas.

Os oito anos da jornada para viabilizar a HIVBr demandaram financiamento da Fapesp, do Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde, do CNPq através do INCT-Instituto de Investigação em Imunologia, e do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (Itália). Além dos 8 pesquisadores do núcleo, outros 7 profissionais atuaram como colaboradores em diferentes estágios do trabalho, como, por exemplo, no desenvolvimento do software para isolar as sequências fixas do HIV.

Texto extraído do site: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

Curiosidades

Vacina contra AIDS no Brasil.
Assistam ao vídeo.
 
 

Cientistas do Brasil avançam em testes para obter vacina contra o HIV

Experimentos feitos com macacos apresentaram resultados promissores.
Foco é obter vacina que proteja humanos que contraírem o vírus da Aids.


Pesquisadores brasileiros deram mais um passo para a obtenção de uma vacina anti-HIV.
Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) testaram em primatas uma vacina com 18 fragmentos do HIV (causador da Aids) e constataram que o sistema imunológico dos primatas – parecido com o dos humanos – conseguiu se fortalecer para combater o vírus.
Segundo o pesquisador Edécio Cunha-Neto, do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, ligado à USP, o resultado é considerado positivo, pois se mostrou mais eficaz  que os experimentos feitos com camundongos que tiveram o DNA modificado para imunologia similar à dos seres humanos.
“A pior e a melhor respostas obtidas nos testes com macacos foram de quatro a dez vezes maiores que os resultados com os camundongos”, disse o especialista ao G1.
Na prática, o sistema imunológico dos primatas, mais parecido com o dos humanos, ficou mais fortalecido para combater o vírus da Aids em caso de contaminação.
O objetivo dos pesquisadores é chegar o mais próximo da realidade humana, até que os testes clínicos com pessoas, previstos para começar em três anos, tenham início.
Projeto de longo prazo
O desenvolvimento desta vacina começou em 2002 e se baseia premissas jamais pesquisadas no mundo. O imunizante contido nela, batizado de HIVBr18, foi desenvolvido e patenteado pela USP.
Para criá-la, os pesquisadores resolveram identificar fragmentos do HIV que pudessem desencadear uma reação ao vírus no corpo humano, por meio de um software. Foram encontrados 18 e todos eles foram embutidos na vacina de DNA.
Em testes feitos com camundongos, e agora com os macacos, esses fragmentos, chamados de peptídeos, se mostraram eficazes em gerar uma reação para combater o vírus HIV.
A próxima etapa dos testes deve acontecer com outros 28 primatas ao longo de 24 meses. Eles serão divididos em quatro grupos e receberão duas ou três doses da vacina, com diferentes combinações de três vetores virais (adenovírus 68, que causa resfriados em chimpanzés; vírus da vacina da febre amarela e um derivado da vacina da varíola).
A equipe acredita que os fragmentos de HIV contidos na vacina já sejam suficientes para o hospedeiro (macaco) combater uma infecção.

Fonte extraída do site: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Como fortalecer o sistema imunológico

O sistema imunológico protege o corpo contra os agentes nocivos e sua função é a defesa contra infecções e doenças, destruindo células patógenas; por isso é importante levar um estilo de vida saudável, para reforçar o sistema imunológico, especialmente quem sofre de doenças que o afetam diretamente ou doenças crônicas.

Reduzir o estresse
O estresse é capaz de alterar os estados de ânimo e causar depressão ou ansiedade, que afetam diretamente no sistema imunológico, e são capazes de danificar a resistência desse sistema e aumentar as probabilidades de contração ou desenvolvimento de doenças.
Utilize métodos de relaxamento, meditação, exercícios de respiração, yoga ou tai chi e mantenha contato com a natureza sempre que possível, para contrariar esses estados prejudiciais.
 meditação. WealthOfHealth4

Exercício físico

Os benefícios do exercício regular incidem diretamente sobre o sistema imunológico, e por isso é muito importante caminhar pelo menos 20 minutos, quatro ou cinco dias da semana; além disso, esse tipo de atividade também ajuda a reduzir a queda da função imune, relacionada com a idade.
Quando realizamos exercícios ultrapassado os limites pessoais, corremos o risco de adquirir infecções, especialmente do trato respiratório superior; por isso é de extrema importância regular a intensidade, para não danificar o sistema imunológico.
exercício.stayhealthier
 

Nutrientes benéficos ao sistema imunológico

Certos nutrientes são específicos para aumentar a função do sistema imunológico, e os antioxidantes ajudam a eliminar as toxinas do corpo, que podem afetar negativamente o sistema imunológico.

VITAMINA C
É o nutriente mais importante para o sistema imunológico; aumenta a produção de células que combatem infecções no sangue e reduz o risco de contração de vírus que podem entrar nas células. A vitamina C é encontrada em cítricos, pimentas, morangos, kiwis, mangas, tomates, batata, couve-flor, couve, brócolis e couves de Bruxelas, dentre outros.
6 - kiwi

VITAMINA E
Estimula a produção de células que combatem os germes, as bactérias e o câncer, e protegem o corpo dos contaminantes ambientais; pode ser encontrada em grande variedade de frutas e verduras, azeites prensados a frio, cereais integrais, legumes, sementes e frutos secos.
azeite
CAROTENOIDES
São ricos em betacaroteno e encontrados em alimentos como damasco, pêssego, melancia, milho, nabo, couve, batata, abóbora, beterraba, brócolis e aspargos. Essas frutas e verduras contém antioxidantes, que ajudam a reparar as células danificadas por radicais livres. Os alimentos ricos em betacaroteno proporcionam vitamina A e melhoram a função do sistema imunológico.
15 - brocolis

SELÊNIO E ZINCO
O selênio pode ser encontrado no atum, bem como em carnes, cereais integrais, nozes, dentre outros alimentos, e o zinco pode ser encontrado em produtos lácteos, frutos secos, mariscos, carnes vermelhas, feijões e cereais integrais. Esses alimentos são ricos em proteínas, tanto vegetais como animais, e através dos aminoácidos servem de construtores para muitas células do corpo.
Walnuts
A fibra dos cereais integrais ajuda o corpo a se desfazer das toxinas, através do fígado, fortalecendo o sistema imunológico, enquanto o zinco se mostra muito importante no melhoramento das funções das células T, que são vitais na identificação de antígenos e que dessa maneira informam nossos corpo e o sistema imunológico sobre a presença de invasores nocivos em nosso corpo.

Fonte extraída do site: melhorcomsaude.com
 

Mitos e Fatos do Sistema Imunológico

 
Há muitos mitos e verdades a respeito do nosso sistema imune. Conheça alguns deles:

Comer frutas, verduras e legumes mantém o seu sistema imunológico forte

Fato. Estudos mostram que pessoas que comem esses alimentos regularmente, adoecem menos. Seus nutrientes fortalecem o sistema imunológico na luta contra vírus e bactérias.

Dormir pouco não afeta o o sistema imunológico

Mito. Há uma forte ligação entre o sono e um sistema imunológico saudável. O sono é reparador e necessário para manter o corpo pronto para lutar contra ameaças.
A maioria dos adultos precisa dormir de 7 a 8 horas por noite. Os adolescentes precisam de 9 a 10 horas, as crianças em idade escolar precisam de pelo menos 10 horas, pré-escolares precisam de 11 a 12 horas, e os recém nascidos precisam de 16 a 8 horas de sono.

Uma atitude positiva pode ser saudável

Fato. Confiança e uma boa visão do mundo e das situações vividas podem fazer bem para sua saúde. Uma pesquisa com estudantes mostrou que seu sistema imunológico acompanha seus pensamentos. Quando eles se sentiam confiantes e felizes, seu sistema imunológico ficava mais eficiente . Quando eles estavam preocupados e com muitas incertezas, seu sistema imunológico ficava mais lento.

Os suplementos podem ajudar você a se sentir melhor mais rápido

Mito . Tomar um multivitamínico diariamente é provavelmente uma boa ideia para manter-se saudável, mas tomar megadoses de uma única vitamina ou suplemento não tem efeito comprovado sobre o sistema imunológico.

Exercício não tem nenhum efeito sobre o sistema imunológico

Mito. Há muitas vantagens em praticar exercícios. Ajuda a reduzir a pressão arterial, mantém o peso corporal sob controle e fortalece seu sistema imunológico. Então, mexa-se.
 
Fonte extraída do site boaconsulta.com

Curiosidades


Imunidade Natural

 
O corpo humano tem a capacidade de resistir a quase todos os tipos de organismos ou toxinas que
tendem a danificar os tecidos e órgãos. Esta capacidade é chamada de imunidade. Grande parte da
imunidade é a imunidade adquirida, que se desenvolve depois do primeiro ataque do organismo por
uma doença bacteriana ou por toxina, muitas vezes necessitando de semanas ou meses para se
desenvolver. Uma parte suplementar da imunidade origina-se de processos gerais, e não de processos direcionados para organismos infecciosos específicos.




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Órgãos do Sistema Imunológico


Curiosidades

 
 
Os órgãos do sistema imunológico estão espalhados pelo corpo, e são conhecidos como órgãos
linfóides, podendo ser divididos em dois tipos:
 
 
1-Órgãos Linfóides primários: produtores de células do Sistema Imunológico (SI).
Timo
Medula Óssea
2-Órgãos Linfóides secundários: agem como um filtro imunológico drenando os antígenos dos tecidos.
Baço
Linfonodos

Imunidade e Alergia

Conceitos relacionados com Imunologia
 
1-Agente infeccioso: Qualquer ser capaz de originar infecção.
2-Alérgeno: antígeno que reage especificamente com um tipo específico de anticorpo reagina IgE)
3-Anticorpos: moléculas sintetizadas após um estímulo antigênico, dotadas de alta especificidade para antígeno.
 4-Antígenos: moléculas que quando introduzidas em um indivíduo, estimulam a síntese de anticorpos capazes de interagir com ele através dos sítios de combinação.

5-Estudo da Resposta Imune: estudo de mecanismos pelo qual um organismo tem capacidade de
reconhecer, neutralizar, metabolizar e eliminar as substâncias heterólogas, assim como tornar-se
resistente a reinfecção.
6-Infecção: é a implantação, crescimento e proliferação de seres agressores no organismo hospedeiro, acarretando-lhe prejuízo.

 7-Infecciosidade: característica de um agressor que tem poder de infectar.
8-Inflamação: reação de defesa de um tecido em relação a presença de um agente agressor.
9-Haptenos: grupamentos químicos que, por si só, são muito pequenos para estimular uma resposta imune, mas reagem com os anticorpos.

10-Moléculas Carregadoras: proteínas imunogênicas que se ligam aos haptenos, tornando-os

imunogênicos.
11-Patogenicidade: capacidade que tem o agente agressor de causar doença.
12-Poder Imunogênico: Poder do agressor de ser perceber e desencadear a resposta imune no
organismo hospedeiro.
13-Vacinação: método de estimular a imunidade para uma doença infecciosa através da inoculação de um microrganismo ou seus produtos.
 
14-Virulência: Capacidade de produzir doença grave ou fatal.


FONTE EXTRAIDA DA APOSTILA ON_LINE: http://profiva.dominiotemporario.com/doc/Sistema%20Imune_Introducao.pdf

A resposta imune reconhece e relembra diferentes antígenos.

A imunidade específica é caracterizada por três propriedades:
 
1. Reconhecimento
2. Especificidade
3. Memória


O reconhecimento refere-se à habilidade do sistema imune de reconhecer diferenças em um número muito grande de antígenos e distingui-los.
A especificidade refere-se à habilidade de dirigir uma resposta a um antígeno específico.

Memória é a referência à habilidade do sistema imune de lembrar de um antígeno muito tempo depois de um contato inicial.
 

Os principais tecidos e órgãos do sistema imune são:

 

Linfócitos
 
São as principais células responsáveis pela resposta imune: linfócitos T (vírus, fungos e tumores) e
linfócitos B (bactérias e toxinas).
Órgãos linfóides primários
Timo e Medula óssea.
 Órgãos e tecidos linfóides secundários - Nódulos linfáticos, Baço, tecidos linfóides associados ao
intestino, Apêndice, Amígdalas, Placas de Peyer e tecidos linfóides associados aos brônquios.

Imunoglobulinas (Ig)
 
As imunoglobulinas (Ig) são proteínas produzidas por células plasmáticas e secretadas no organismo em resposta à exposição ao antígeno. Elas se classificam em:
IgA
É a imunoglobulina predominante nas lágrimas, saliva, leite materno, secreções respiratórias e trato
gastrointestinal. Fornece proteção contra organismos que invadem estas áreas.
IgG
 
É a classe em maior concentração no organismo. É também chamada de gama globulina. Fornece
imunidade a longo prazo. É a única que atravessa a Placenta e fornece ao recém nascido a imunidade
que vai durar vários meses.
IgM
É a Segunda mais abundante. É a primeira produzida em resposta a um antígeno, mas não fornece
imunidade a longo prazo.

IgE

Está envolvida nas reações alérgicas e nas infecções parasitárias.
 
 
 
 
 
 
 

Células envolvidas na Imunologia

As principais células que participam do sistema imune são os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos do sangue, que são originados na medula óssea e são responsáveis pela destruição de corpos estranhos que invadem nosso organismo. Existem vários tipos de leucócitos, que podem ser classificados de acordo com sua morfologia nuclear: mononucleares (linfócitos T, linfócitos B, células exterminadoras ou natural killer, monócitos, macrófagos e células dendríticas) ou polimorfonucleares (neutrófilos, eosinófilos, basófilos e mastócitos).
Os monócitos, os macrófagos, os neutrófilos e as células dendríticas também podem ser classificados como fagócitos, por serem capazes de fagocitar (englobar) e destruir antígenos (invasores), ou ainda podem ser denominados células apresentadoras de antígenos, por serem capazes de expor, em sua superfície, fragmentos de antígenos fagocitados para serem reconhecidos por linfócitos. Os linfócitos, por sua vez, são as células-chave no controle da resposta imune, e compõem 20% a 30% dos leucócitos circulantes no sangue dos adultos. Divididos em linfócitos T e linfócitos B, são capazes de reconhecer especificamente os antígenos, diferenciando-os dos componentes próprios do organismo.


Os linfócitos T podem ser classificados em citotóxicos (CD8) ou auxiliares (CD4). Os linfócitos T
citotóxicos são importantes no combate à infecção viral, uma vez que têm a capacidade de reconhecer e destruir células infectadas por vírus. Já os linfócitos T auxiliares exercem papel central no controle e desenvolvimento da resposta imune. Estas células podem ser ativadas pelo reconhecimento de corpos estranhos (antígeno) apresentados por células apresentadoras de antígenos. Após este reconhecimento, os linfócitos são ativados e induzidos a produzir proteínas, como as citocinas, que agem na ativação de outras células do sistema imune.
Dentre os componentes do sistema imune ativados pelos linfócitos T auxiliares durante o processo de apresentação de antígenos, destacam-se os linfócitos B. Estas células estão geneticamente programadas para codificar receptores específicos para um determinado antígeno. Uma vez ativadas, as células B produzem e secretam, na forma solúvel, uma enorme quantidade de moléculas receptoras, que são conhecidas como anticorpos ou imunoglobulinas.
Os neutrófilos constituem cerca de 70% dos leucócitos sangüíneos, sendo assim os leucócitos mais
abundantes. São importantes células fagocitárias e têm a capacidade de migrar dos vasos sanguíneos para os tecidos, onde podem atuar no combate aos agentes invasores. Função semelhante pode ser exercida pelos monócitos que, após migrarem para os tecidos, são diferenciados em macrófagos.
 
Os eosionófilos compreendem 2% a 5% dos leucócitos sangüíneos que são capazes de fagocitar e
destruir microorganismos. Além disso, liberam histaminas e aril-sulfatase, que inativam os produtos dos mastócitos. Desta forma, diminuem a resposta inflamatória.
Os basófilos são semelhantes aos mastócitos sangüíneos e compõem o menor grupo das células
polimorfonucleares envolvidas no sistema imune.
 
 


Registência do corpo à infecção.

O corpo humano tem a capacidade de resistir contra quase todos os tipos de microrganismos ou toxinas que tendem a lesar os tecidos e órgãos. Essa capacidade é chamada de imunidade.
Grande parte da imunidade é imunidade adquirida que não se desenvolve até que o organismo seja antes atacado por bactérias, vírus ou toxinas, necessitando com frequência de semanas a meses para que se desenvolva a imunidade contra o agente invasor.

Sendo assim, vamos falar um pouco da IMUNIDADE ADQUIRIDA:

Ela é causada por sistema imune  especial formado por anticorpos e/ou linfócitos ativados que atacam e destroem organismos invasores específicos ou toxinas.
A imunidade adquirida dá, em geral,  proteção extrema.

Tipos básicos de Imunidade Adquirida - Humoral e Mediada por Células:

Imunidade humoral é uma subdivisão da imunidade adquirida onde a resposta imunológica é realizada por moléculas existentes no sangue, denominadas de anticorpos, produzidos pelos linfócitos B, diferente da imunidade mediada por células, que são realizadas pelos linfócitos T.


A imunidade mediada por célula é uma forma de resposta imunológica que não envolve anticorpos que consiste na ativação de macrófagos por meio de linfócitos T auxiliares para eliminar microrganismos fagocitados. Pode também se referir à ativação de linfócitos T citotóxicos para eliminar as células infectadas, em conjunto com os reservatórios da infecção. É um mecanismo eficiente para eliminar-se organismos intracelulares, os antígenos.
A ligação dos linfócitos nas células doentes ou macrófagos é chamada de sinapse imunológica enquanto as células mediadoras dessa resposta imune são genericamente chamadas de células imunocompetentes (linfócitos T).


A imunidade adquirida é produto dos linfócitos do corpo. Em pessoas com ausência genética de linfócitos ou cujos linfócitos tenham sido destruídos pela radiação ou por produtos químicos, nenhuma imunidade adquirida pode se desenvolver. E aos poucos dias após nascer tal pessoa morre por infecção bacteriana fulminante, a menos que seja tratada com medidas heroicas. Assim fica claro que os linfócitos são essenciais para a sobrevida do ser humano.


Referência

GUYTON, A.C., HALL, J.E Tratado De Fisiologia Médica 12. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2011

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Bem vindo ao nosso blog,

esse com o objetivo de vislumbrar os diversos aspectos do conhecimento sobre o sistema imunológico.
Seja ele com texto explicativos, vídeos aula, curiosidades, ou ate mesmo de forma divertida.
O importante é ampliar os conhecimentos sobre esse sistema fundamental ao nosso organismos, essencial para a nossa sobrevivência do corpo.
Visto que as células sendo atacadas sem nenhuma ação/defesa todos morreriam. Por esse motivo os nossos olhares estão voltados para a fisiologia do nosso corpo, como cada evento acontece propositalmente, na tentativa da Homeostase.